Não acomodar com o que incomoda.

As novas cores do “rock”

Depois de assistir a premiação da MTV deste ano, o VMB (Video Music Brasil) fiquei tentando traçar o perfil do adolescente atual, responssável por “eleger” os ganhadores dessa premiação.  O que mais me surpreendeu foram os 5 prêmios da noite para um único artista, o que não é muito comum, ainda mais se o artista em questão levou a categoria Revelação do Ano, o que mostra que se tratava de uma novidade na música brasileira.

É claro que me refiro ao Restart (acho fotos dispensáveis), uma das bandas que mais faturou neste ano.. lançando além de tendências duvidosas de moda, um merch repleto de camisetas, alcançou incríveis marcas de vendas de disco em plena era do download e agora vão virar até… pasmem, chicletes!

Chicletes Buzzy Restart com figurinhas colecionáveis

Pois é, que a música está totalmente ligada com a publicidade, como já aconteceu várias vezes com diversos segmentos de artistas desde Eliana até Spice Girls, com sua linha de pirulitos Chupa Chups, não é novidade para ninguém! O fato é que quando se trata de rock and roll, que é como a banda se rotula.. onde se pode ver até no twitter @rockrestart, a coisa muda de figura. Alguém aqui já comprou bolachas “Nirvana”  estojo de maquiagem “Joan Jett”?  Acho que não!

Não sei ao certo se posso afrmar que estamos vivendo uma revolução do rock ( e espero realmente que não) ou se nossa concepção de rock está totalmente errada, não vou entrar nesse mérito, só não consegui ficar alheia á questão ao conversar com as amigas da minha irmã e até com a própria, todas adolescentes de 15 anos e ver como as coisas mudaram. A música é somente uma forma de entretenimento, predominam as letras românticas escritas com muita doçura por meninos apaixonados e as cores.. muitas cores nas roupas, nos cabelos, em todo lugar.

O rock ganhou cor e perdeu conteúdo e principamente perdeu sua moivação básica: a rebeldia, a vontade de mudar.. perdeu letras politizadas. Na mídia atualmente só sobrevivem os artistas que vendem, que tocam naturalmente o que o público quer ouvir e nesse cenário, bandas que são independentes a anos, nunca ganham espaço no mainstream. O que vende mais: Cinco meninos bonitinhos cantando letras de amor com suas guitarras baixas ou cinco skatistas largados cantando letras baseadas em críticas políticas?

Lembro de quando eu tinha 15 anos, não tive oportunidade de pegar a época dos meus ídolos mas me lembro em vários shows de bandas novas em lugares pequenos, em que a atração principal era realmente a música e mais nada. Sem estética nenhuma, nem riqueza de equipamentos.. só atitude! O que pra mim traduz a essência do rock and roll.

Sex Pistols

Mas não posso ser injusta e dizer que nada de bom sobrou, inclusive no mainstream, existem artistas que conseguem conciliar essa estética de “música mais limpa” e ainda sim, boa, ficam de exemplos: Pitty, Fresno (uma das melhores bandas desse segmento jovem, com na minha opinião, o melhor instrumental) , Forfun.. e muitas outras. É só questão de procurar, e não ficarmos limitados ao que está na nossa frente todos os dias.

Arrisco dizer que rock como na época de nossos pais nunca mais vai existir mas prefiro que o tempo fale por mim.

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