Não acomodar com o que incomoda.

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Steve McCurry

Antes de tudo, me desculpo por estar totalmente ausente. Assuntos não me faltam, comecei uns três textos e não terminei nenhum, mas pretendo melhorar agora que tenho um pouco mais de tempo.

Conheci a obra de Steve McCurry durante um seminário na faculdade e me encantei de cara. Para quem não sabe, Steve é fotógrafo do National Geographic e começou sua carreira de fotjornalista cobrindo a invasão soviética ao Afeganistão, utilizou ferramentas de guerra e roupas típicas para se camuflar e conseguir as tais fotos. E continuou a fotografar conflitos internacionais como no Camboja, Índia, entre outros..Apesar de a exposição do fotógrafo no MIS já ter acabado, o site dá um gostinho da obra: http://www.stevemccurry.com

Steve Mc Curry

Um tal Nelson Mandela

Nunca entendia tamanha admiração por um presidente.. e pior, da África do Sul, um país que foi lembrado agora, depois de anos sendo ignorado.  Confesso que apesar de ter ouvido várias opiniões controversas, apoio a iniciativa da FIFA de realizar uma Copa do Mundo num país desse porte, que apesar da pobreza extrema, tem uma cultura e principalmente, uma história incrível.

A imagem acima é do filme Invictus que é uma biografia de Nelson Mandela desde sua saída da prisão e ascensão ao poder até o final do Mundial de hugby na África do Sul em 1995. O filme mostra os contrastes de uma sociedade dividida em dois mundos e a uma parte do homem/herói que foi Mandela.  Seus valores como perdão, solidariedade e sobretudo, coragem. Além de evidenciar o staff do presidente, e também do próprio time de hugby da minoria que representava o país no Mundial.

Fica a dica, enxergar além da Copa do Mundo, procurar conhecer esse país por muitas vezes “esquecido” e a íncrivel história da luta do seu povo por igualdade.

I thank whatever gods may be / For my unconquerable soul. / I am the master of my fate / I am the captain of my soul.”  Nelson Mandela

Gravidez na Adolescência – Matéria (11/06)

Gravidez na adolescência ainda preocupa

A gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias conseqüências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias.

De acordo com pesquisas do Ministério de Saúde, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70. Vários fatores contribuem para essa situação: a sexualidade precoce, falta de diálogo com os pais e sobretudo, mesmo na era informatizada, muitas meninas não tem conhecimento dos métodos contraceptivos e por muitas vezes, não tem acesso a eles. “Eu achava que o coito interrompido funcionava, então nem me preocupei com nada” diz Letícia Marques, de 16 anos, que engravidou do namorado na primeira relação sexual.

O comportamento sexual do adolescente também é um fator importante, atualmente são normais relações descompromissadas, chamadas de “ficar” em que os adolescentes se conhecem em baladas, se sentem atraídos e podem até ter uma relação sexual no mesmo dia sem compromisso nenhum. “Engravidei de um cara que conheci numa festa na casa de uma amiga, o clima rolou, ficamos e tive que procurá-lo depois para contar que estava grávida” diz Manuela Alves de 17 anos.

A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e, por causa da repressão familiar, muitas fogem de casa, quase todas abandonam os estudos e em alguns casos, cometem suicídio ou aborto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, são praticados no Brasil 4 milhões de abortos anualmente, nos quais 20% das meninas morrem, sobretudo por infecções generalizadas já que esses procedimentos são realizados por médicos clandestinos.

A maternidade rompe a trajetória “natural” da vida das meninas, cuja maioria ainda está concluindo o ensino médio e são portanto, forçadas a adiar seus planos de vida e a assumir grandes responsabilidades. E enfrentam por muitas vezes dificuldades no mercado de trabalho.

A MTV Brasil exibe nas segundas-feiras, às 22:30, o “Grávida aos 16”,  um projeto que conta em seis episódios a trajetória de seis meninas que enfrentam as mudanças causadas pela gestação: conflitos familiares, relação com os namorados, escola e principalmente as mudanças no relacionamento com os amigos. Esse projeto nasceu da necessidade de aproximar os jovens dessa situação, servir de alerta e diminuir o preconceito contra essas adolescentes.

Plumas e Água Benta

Como sempre acontece em toda primeira semana de junho, São Paulo vira “palco” das duas maiores manifestações do país.

De um lado, a Marcha para Jesus, evento da Igreja Renascer, realizada no feriado de Corpus Christ, contou com a presença de 2 milhões de pessoas. O evento reúne bandas de rock, axé e pasmeem, até hard core haha óbvio que tudo gospel.

De outro, a Parada Gay, que promete repetir o sucesso dos anos anteriores e  reunir milhões de pessoas na Avenida Paulista.

Ambos podem ser considerados manifestações, já que além de ser uma espécie de peregrinação, a Marcha também serve para fazer reinvindicações e protestar, como nesse ano, houve um protesto contra as Igrejas Capitalistas. A religião sempre teve um grande espaço na mídia, tanto nas emissoras cujos donos são autoridades religiosas como em pequenas passagens em novelas e em datas cristãs nas demais emissoras. Sem dúvida, é uma “corporação” altamente lucrativa, que mantem a si própria e a seus representantes com o dízimo sagrado de todos os meses de seus fiéis, e movimenta diversos setores como: política, imprensa…

Já a Parada Gay nasceu como uma manifestação da diversidade, de um grupo marginalizado que lutava por menos preconceito, por colocações melhores no mercado de trabalho e acima de tudo, por respeito. Os homossexuais estão inseridos na maioria dos programas de TV e rádio, porém sempre tratados como piada. Mesmo em programas como o BBB, que tinha como objetivo principal pregar a igualdade, os participantes homossexuais foram colocados em um grupo específico, criado com o único critério da sexualidade. A vida de um gay é composta de batalhas diárias, sempre buscando o fim do preconceito, que impede as pessoas de enxergarem além das aparências.

A História das Coisas

Nesse documentário de apenas 20 minutos, a ambientalista Annie Leonard explica com desenhos fáceis e uma didática incrível a sociedade de consumo atual.

Claro que não é um estudo super aprofundado, mas nós, leigos no assunto entendemos tudo perfeitamente. Destaque para o uso de produtos químicos na indústria em geral, desperídicio de recursos naturais e poluição e também uma rápida explicação sobre como a indústria mantem preços baixos.

A dialética

Depois de três anos no Blogspot com o http://www.makemelie.blogspot.com, o Jornalismo me trouxe novas inspirações e resolvi criar esse blog, menos pessoal e com mais informações e opiniões. Ainda estou um pouco perdida, mas vou me acostumando.

O nome “A dialética” vem de uma música de uma banda chamada Dead Fish, que a anos sou apaixonada, e significa “contestar, questionar”.